Dra. Paula Teixeira em seu consultório

Como é a primeira consulta comigo

Você sai entendendo o que está acontecendo com a sua mente e com um plano de tratamento por escrito para acompanhar a sua melhora.

  • Se você não sabe se o seu caso é grave o bastante, avaliamos a sua história, a sua saúde e o quanto o sofrimento já atingiu a sua vida.
  • Você sai com hipóteses explicadas sobre o que está acontecendo e o que ainda precisa ser investigado.
  • Você decide o tratamento comigo e recebe, em até 5 dias úteis, o plano por escrito com os marcos que vamos acompanhar.

A carreira costuma ser a última coisa a cair

Muitas mulheres chegam à primeira consulta depois de meses adiando, e quase sempre pelo mesmo motivo: continuam funcionando. Trabalham, entregam, cuidam de quem depende delas, e por isso acham difícil justificar que precisam de um médico. A dúvida que trazem é se o caso é grave o bastante.

Os relatos variam bastante. Algumas começaram a desabar em reuniões ou em conversas de trabalho, coisa que nunca tinha acontecido com elas. Outras saem do expediente sem condição de fazer mais nada além de dormir, deixaram de sair com o companheiro, de brincar com os filhos e de ver as amigas, e passam o fim de semana em crise para conseguir se recompor até segunda-feira. Em outras, o que domina é uma cabeça que não desliga, revisando conversas e antecipando problemas, a ponto de não conseguirem se concentrar nem descansar sem culpa. E há dias em que simplesmente não saem da cama.

Quase todas já tentaram alguma coisa antes, como terapia, meditação, livros, exercício, mudanças na rotina e, às vezes, medicação. Parte disso ajudou, e ainda assim elas chegam com a sensação de que falta algo, e com uma pergunta que costumam demorar a fazer em voz alta, sobre se não seria a hora de considerar um tratamento medicamentoso.

O que as faz adiar tanto tem pouco a ver com falta de informação. Elas sabem que estão usando a carreira como medida da própria gravidade, e a carreira que sempre amaram é o que protegem até o fim, enquanto o sofrimento aparece em casa, no descanso e na vida social, em lugares que pouca gente acompanha. Para mulheres acostumadas a dar conta de muita coisa, precisar de ajuda ainda costuma soar como falha pessoal, o que torna a decisão mais difícil.

O resultado é uma vida construída com esforço, que elas sustentam sem conseguir aproveitar. Na primeira consulta, eu parto de outra premissa, a de que ninguém precisa chegar ao limite para que o próprio sofrimento mereça cuidado. Por isso pergunto sobre a carreira, mas também sobre as noites, os fins de semana e as pessoas de quem você se afastou, porque costuma ser ali que a gravidade aparece antes.

Dar conta de tudo nunca foi critério de gravidade

O manual de diagnóstico usado na psiquiatria, o DSM-5-TR, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, não espera que a pessoa deixe de trabalhar, de cuidar da casa ou de cumprir os compromissos para considerar o sofrimento dela relevante. A exigência que aparece na grande maioria dos diagnósticos é a presença de sofrimento clinicamente significativo ou de prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida, e qualquer uma dessas condições basta. Quando uma mulher segue entregando tudo na carreira, mas perdeu a convivência com o companheiro, os filhos e as amigas, ou vive com a cabeça tão ocupada pela preocupação que já não consegue descansar, esse prejuízo conta na avaliação tanto quanto contaria um afastamento do trabalho. Os dados populacionais mostram que esse descompasso é comum, e num levantamento da agência oficial de estatística do Canadá, trabalhadores com depressão relataram mais prejuízo na vida social e em casa do que no emprego.

O mesmo descompasso aparece durante o tratamento. A literatura sobre cuidado baseado em medidas mostra que sintomas, funcionamento e bem-estar evoluem em ritmos diferentes, e que o sintoma pode diminuir enquanto a vida continua parada. Por isso a avaliação acompanha as duas coisas, e o quanto você consegue viver e aproveitar a vida que construiu entra como medida, ao lado dos sintomas.

A dúvida sobre o seu sofrimento ser grave o bastante para merecer cuidado e tratamento pode vir junto com você para a primeira consulta, porque respondê-la faz parte da avaliação.

Por que eu meço o sofrimento?

A consulta segue as diretrizes da Associação Brasileira de Psiquiatria, que descrevem um modelo de assistência integral, atento aos aspectos biológicos, psicológicos e sociais do sofrimento, e a diretriz de avaliação de adultos da Associação Americana de Psiquiatria, que detalha o que uma avaliação precisa investigar. O acompanhamento segue o cuidado baseado em medidas: o que você está vivendo é medido com escalas padronizadas, e esse resultado orienta, junto com você, cada decisão sobre o próximo passo.

Caderno com gráficos de acompanhamento sobre uma mesa de consulta

Como a consulta se organiza

  1. 01

    O que trouxe você. Começo perguntando o que fez você procurar ajuda agora e o que não pode ficar de fora. Muitas vezes a resposta é a própria dúvida sobre o caso ser grave o bastante, e é por ela que a consulta começa.

  2. 02

    A sua história. Reconstruímos quando tudo começou, como você era antes, o que mudou e o que você já tentou, seja terapia, livros, mudanças na rotina ou outro remédio, porque o curso do sofrimento ao longo do tempo diz muito sobre o que está acontecendo.

  3. 03

    A investigação. Avalio humor, ansiedade, sono, uso de substâncias, saúde física, medicamentos e segurança, e faço o exame do estado mental ao longo de toda a conversa. Pergunto sobre a carreira, mas também sobre as noites, os fins de semana e as pessoas de quem você se afastou, para considerar as explicações possíveis antes de chegar a qualquer conclusão.

  4. 04

    As medidas. Durante a consulta, você responde escalas de sintomas, de funcionamento e de bem-estar, e definimos os marcos que importam para você, como voltar a jantar com a família sem abrir o celular do trabalho. Esse é o ponto de partida com o qual cada nova consulta vai ser comparada.

  5. 05

    As hipóteses e a decisão. Explico o que penso que está acontecendo e o que ainda é incerto, e respondemos juntas à pergunta sobre se é hora de considerar um tratamento medicamentoso, conhecendo as alternativas, inclusive as que não envolvem remédio, com os benefícios, os efeitos possíveis e o tempo de resposta de cada uma.

  6. 06

    O acompanhamento. Na nova consulta, comparamos as medidas com o ponto de partida e revisamos as hipóteses, para que manter, ajustar ou mudar o tratamento tenha sempre um motivo que você conhece.

O exame do estado mental

O exame do estado mental é para a saúde mental o que o exame físico é para o restante da medicina. Seguindo a psicopatologia descritiva, ele percorre as funções psíquicas uma a uma, como consciência, atenção, orientação, memória, sensopercepção, pensamento, linguagem, juízo de realidade, afetividade, vontade e psicomotricidade. Ele não depende apenas do que você relata. Inclui o que observo enquanto conversamos, como o ritmo da fala, a forma como o pensamento se organiza, a expressão do afeto e a concordância entre o que você conta e o que demonstra. Isso importa porque nem tudo o que está acontecendo aparece nas palavras: quem se descreve apenas como cansada pode apresentar sinais de humor deprimido, lentificação ou dificuldade de concentração, e quem se descreve como ansiosa pode ter um pensamento acelerado que pede outra investigação. O exame é refeito em cada nova consulta, porque descreve como você está naquele momento, e entra na formulação das hipóteses ao lado da sua história e das medidas. No atendimento online, também registro o que a tela limita observar.

Comparar cada consulta com o ponto de partida muda decisões concretas. Se a escala de sintomas melhora, mas você continua sem energia para sair com o companheiro, brincar com os filhos ou aproveitar o fim de semana, sabemos que ainda falta alguma coisa e investigamos o quê, em vez de considerar o tratamento concluído. Se os números quase não se mexem, antes de concluir que o remédio falhou ou que você falhou, verificamos como ele está sendo usado de fato, os efeitos colaterais, o sono, o contexto e a própria hipótese diagnóstica.

Mais abaixo, explico o que a pesquisa mostra sobre cada uma dessas escolhas.

Quando vale marcar, e quando procurar outro tipo de cuidado

Faz sentido marcar a primeira consulta se você:

  • sustenta a carreira e as responsabilidades do dia a dia, mas perdeu a capacidade de aproveitar a vida fora delas, nas noites, nos fins de semana e na convivência com quem você ama;
  • vive com a cabeça que não desliga, revisando conversas e antecipando problemas, a ponto de não conseguir se concentrar nem descansar sem culpa;
  • já está em terapia, tentou livros ou mudanças na rotina, percebeu que parte disso ajudou e agora quer avaliar se é hora de considerar um tratamento medicamentoso;
  • já toma ou tomou medicação e quer entender com que critério ela foi escolhida e como saber se está funcionando;
  • quer participar das decisões sobre o próprio tratamento, conhecendo as hipóteses, as alternativas e os efeitos possíveis antes de decidir;
  • entende que o tratamento acontece ao longo de alguns meses, com consultas regulares, e consegue se organizar para esse acompanhamento de forma particular.

Sua necessidade é de outro tipo de cuidado se:

  • você está em risco imediato, com pensamentos de tirar a própria vida acompanhados de intenção ou plano, ou numa crise que precisa de atendimento no mesmo dia. Nesse caso, procure um pronto-socorro ou chame o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, pelo 192). O atendimento online e o WhatsApp entre consultas servem para orientação e não funcionam como canal de urgência;
  • você procura apenas uma receita ou uma renovação rápida, sem avaliação e sem acompanhamento;
  • você precisa ser atendida pelo convênio, já que as consultas são exclusivamente particulares;
  • você espera sentir a melhora completa nos primeiros dias, quando a resposta ao tratamento costuma ser avaliada a partir de duas a quatro semanas.

Duas consultas com funções diferentes

Primeira consulta

Online, com duração de 60 a 90 minutos. É a avaliação completa: reconstruímos a sua história, investigo as explicações possíveis para o que você está vivendo, você responde as escalas que formam a sua linha de base, eu explico as hipóteses e decidimos juntas o tratamento. O material por escrito, entregue em até 5 dias úteis, faz parte desta consulta e está descrito no próximo bloco.

R$ 650

Nova consulta

Online, com duração de 60 minutos, idealmente quatro semanas depois da anterior. É uma reavaliação completa: comparamos as medidas com a sua linha de base, revisamos as hipóteses, a medicação e os efeitos colaterais, conferimos os marcos e decidimos se o tratamento se mantém ou precisa de ajuste, sempre com o motivo explicado.

R$ 650

O que você leva para casa depois da consulta

Em até 5 dias úteis depois da primeira consulta, você recebe por escrito tudo o que construímos juntas. A ideia é que nada importante dependa da sua memória de uma conversa longa, feita num momento em que você já estava cansada.

Plano de tratamento e medidas de acompanhamento sobre uma mesa

Plano de tratamento por escrito

O que decidimos, por que decidimos, como usar a medicação quando ela fizer parte do plano, quais efeitos observar e quando vamos reavaliar. Você pode reler com calma, mostrar a quem acompanha você de perto e voltar a ele sempre que surgir uma dúvida.

Resultados das escalas e a sua linha de base

Os números de cada escala que você respondeu, com a explicação do que cada uma mede. Eles formam o ponto de partida com o qual cada nova consulta vai ser comparada, para que a pergunta sobre se você está melhorando tenha uma resposta além da impressão do dia.

Avaliação idiográfica

O mapa individual dos fatores que parecem manter o seu sofrimento, como sono, preocupação, autocrítica, sobrecarga, contexto de vida e o que você deixou de fazer. Ela é feita a partir da sua história, e não de um diagnóstico genérico, e você a revisa comigo na nova consulta, dizendo o que combina com a sua experiência e o que ficou faltando.

Marcos de acompanhamento

Aquilo que você quer recuperar, escrito de um jeito que dê para conferir, como jantar com a família três noites por semana sem voltar ao celular do trabalho. Os marcos são acompanhados ao lado dos sintomas, porque o sintoma pode melhorar enquanto a vida continua parada, e é a vida que você quer de volta.

Guias educativos individualizados

Boa parte do tratamento acontece entre uma consulta e outra, e eu não quero que você passe esse tempo apenas esperando a próxima. Por isso, a partir da sua avaliação, você recebe guias escritos sobre o que esperar das primeiras semanas de tratamento, com os efeitos colaterais mais comuns e os sinais que pedem contato antes da próxima consulta. Recebe também guias sobre os processos que aparecem no seu caso, com a explicação do que está acontecendo e práticas apoiadas por evidência para usar no dia a dia. Se a preocupação e a ruminação ocupam boa parte do seu dia, o guia mostra como elas se mantêm e o que fazer quando você percebe que entrou nelas. Se a autocrítica é o que mais pesa, ele trabalha a forma como você fala consigo nos momentos difíceis. Se o sono se desorganizou, as orientações são para ele. Os guias se apoiam em abordagens como mindfulness, terapia cognitiva baseada em mindfulness, autocompaixão e treinamento de habilidades de regulação emocional, e foram pensados para que você entenda o próprio funcionamento e consiga cuidar de si com mais autonomia.

WhatsApp entre as consultas

Um canal para dúvidas sobre efeitos colaterais e orientações sobre o tratamento entre uma consulta e outra. Ele não funciona como canal de urgência.

O que está incluído na primeira consulta

Primeira consulta: R$ 650

  • Consulta online de 60 a 90 minutos
  • Avaliação estruturada, com história, investigação das explicações possíveis e exame do estado mental
  • Escalas de sintomas, de funcionamento e de bem-estar, que formam a sua linha de base
  • Hipóteses explicadas e decisão compartilhada sobre o tratamento
  • Plano de tratamento por escrito, entregue em até 5 dias úteis
  • Avaliação idiográfica e marcos de acompanhamento
  • Guias educativos individualizados
  • WhatsApp para dúvidas sobre efeitos colaterais entre as consultas

Nova consulta: R$ 650

Consulta online de 60 minutos, idealmente quatro semanas depois da anterior, com as medidas comparadas à sua linha de base, revisão das hipóteses, da medicação e dos marcos, e decisão explicada sobre manter ou ajustar o tratamento.

Pagamento

Pix ou cartão de crédito.

O que a ciência recomenda para uma boa consulta em saúde mental

As práticas descritas nesta página fazem parte das recomendações atuais para o cuidado em saúde mental. A seguir, explico o que a pesquisa mostra sobre três delas e como cada uma aparece na consulta.

Informação por escrito

Uma revisão publicada no Journal of the Royal Society of Medicine reuniu estudos sobre a memória de pacientes para informações médicas e mostrou que entre 40% e 80% do que é explicado numa consulta é esquecido logo em seguida. A memória piora quando a informação chega sem organização e quando a pessoa está muito ansiosa, o que costuma acontecer com quem procura ajuda em sofrimento. Por isso a recomendação é estruturar a informação e complementá-la por escrito, e é assim que o plano de tratamento, as escalas, a avaliação idiográfica e os marcos chegam a você, em até 5 dias úteis.

Decisão compartilhada

Existe muito conhecimento sobre como a mente funciona, sobre o que mantém o sofrimento e sobre o que cada tratamento pode oferecer, e esse conhecimento costuma ficar concentrado na formação dos profissionais. Os campos da decisão compartilhada e da alfabetização em saúde mental partem de outra premissa: a pessoa que entende o próprio funcionamento e conhece as opções consegue participar do próprio cuidado, deixando de ser apenas quem recebe a intervenção. A Cochrane, organização internacional que produz revisões sistemáticas em saúde, analisou 209 ensaios clínicos randomizados, com mais de 107 mil participantes, sobre recursos que apoiam o paciente nas decisões do tratamento. Comparadas ao cuidado habitual, as pessoas que usaram esses recursos entenderam melhor as opções, tiveram uma percepção mais realista de riscos e benefícios, participaram mais das decisões e ficaram menos inseguras sobre o que escolheram, sem aumento de arrependimento. Na prática, isso significa explicar as hipóteses sobre o que está acontecendo, o que ainda é incerto, as alternativas de tratamento, os benefícios, os efeitos possíveis e o tempo de resposta de cada uma, perguntar o que pesa mais para você e o que da explicação combina com a sua experiência, e só então decidir.

Cuidado baseado em medidas

É o uso repetido e sistemático de instrumentos padronizados para acompanhar como a pessoa está e orientar as decisões junto com ela, e tem diretrizes publicadas em 2025 pela APA (American Psychological Association). As escalas têm papéis diferentes em cada momento do cuidado. Na avaliação, elas ajudam a dimensionar a intensidade dos sintomas, a investigar de forma sistemática áreas que nem sempre aparecem espontaneamente na conversa e a criar um ponto de partida comparável, embora nenhum escore estabeleça um diagnóstico sozinho: o diagnóstico vem da integração entre a história, o exame, o contexto e as medidas. No tratamento, elas mostram se houve mudança, de que tamanho e em qual dimensão. Cada escala validada tem referências estudadas de quanto precisa mudar para que a diferença seja considerada real, e não apenas a oscilação natural de uma semana para outra, e por isso a interpretação olha para a sequência das medidas, e não para dois números isolados.

Eu acompanho quatro dimensões, porque elas não melhoram necessariamente juntas: os seus sintomas e o seu sofrimento, o seu funcionamento em casa, no trabalho e nas relações, o seu bem-estar e os marcos que importam para você. Funciona como um ciclo, em que eu meço, compartilho o resultado com você, decidimos juntas o que fazer e medimos de novo. Se eu aplico uma escala e não discuto o resultado com você, esse monitoramento serve apenas a mim, por isso eu mostro cada medida e conversamos sobre ela na consulta. Se a escala indica melhora e você sente que está pior, eu trato essa diferença como informação clínica, e vamos investigá-la juntas. A partir dessa leitura, decidimos se mantemos o tratamento, se ajustamos, se precisamos investigar melhor ou rever a hipótese, e eu sempre explico o motivo.

Medir também protege contra um limite que todo profissional tem, inclusive eu. Num estudo clássico, 40 terapeutas tentaram prever quais dos pacientes que atendiam, 550 no total, estavam piorando, e identificaram apenas três, quando o número real era 40. O acompanhamento com escalas, por sua vez, reconheceu todas as pessoas que pioraram até o fim do tratamento, e a maior parte delas já na terceira sessão. Quando o mesmo princípio orienta o tratamento com medicação, os resultados aparecem: num ensaio clínico com pessoas com depressão moderada a grave, em que os dois grupos usavam os mesmos remédios, quem teve as decisões guiadas pelas medidas chegou à remissão com mais frequência e em cerca de metade do tempo, porque os ajustes eram feitos assim que as medidas mostravam que a resposta ainda não era suficiente.

Paciente participando de uma consulta médica online

O que acontece entre uma consulta e outra

As primeiras semanas de um tratamento costumam trazer dúvidas, principalmente quando ele inclui medicação. Um efeito colateral que você não esperava, uma dúvida sobre o horário de tomar o remédio, uma mudança no sono que deixa você insegura. Para isso, você tem acesso a mim pelo WhatsApp entre as consultas.

Sou eu quem lê e responde as mensagens, em dias úteis, no horário comercial, em até 48 horas úteis. O canal serve para dúvidas sobre efeitos colaterais e orientações sobre o tratamento combinado. Avaliar se o tratamento está funcionando exige uma consulta, porque depende da conversa, do exame e da comparação das medidas com o seu ponto de partida. Se você sentir que precisa dessa reavaliação antes das quatro semanas previstas, pode antecipar a nova consulta.

O WhatsApp não funciona como canal de urgência. Se você estiver em risco imediato ou numa crise que precise de atendimento no mesmo dia, procure um pronto-socorro ou chame o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, pelo 192).

O que eu garanto, e o que nenhum médico pode garantir

Nenhum médico pode garantir o resultado de um tratamento em saúde mental. A resposta a um tratamento depende de muitos fatores, e parte do meu trabalho é acompanhar essa resposta e ajustar o caminho quando ela não vem como esperado.

O que eu posso garantir é a forma como você vai ser cuidada. A primeira consulta tem de 60 a 90 minutos, e esse tempo é seu. As hipóteses sobre o que está acontecendo são explicadas, com o que ainda é incerto, e o tratamento é decidido com você, depois de conhecer as alternativas. Em até 5 dias úteis, você recebe por escrito o plano de tratamento, as escalas com a sua linha de base, a avaliação idiográfica e os marcos que vamos acompanhar. Entre as consultas, eu respondo as suas dúvidas sobre efeitos colaterais pelo WhatsApp em até 48 horas úteis. E em cada nova consulta, qualquer mudança no tratamento vem com um motivo que você conhece.

Se surgir um imprevisto, você pode remarcar ou cancelar a consulta sem custo até 4 horas antes do horário agendado.

Dra. Paula Teixeira em seu consultório

Dezesseis anos perto da crise

Sou Paula Teixeira, médica formada em 2010 pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos.

Ao longo desses dezesseis anos, boa parte do meu trabalho aconteceu perto da crise. Atendo no SUS, em dois CAPS III adulto (Centros de Atenção Psicossocial que funcionam 24 horas e acolhem pessoas em crise), e atuo na interconsulta em psiquiatria do Hospital São Luiz, nas unidades de São Bernardo, São Caetano e Bartira. Muitas dessas pessoas não tinham uma longa história de doença. O sofrimento foi crescendo aos poucos, enquanto elas seguiam dando conta do trabalho e da rotina, e por isso a gravidade era difícil de enxergar, inclusive para elas, até chegar a um ponto em que a vida que estavam vivendo parecia impossível de continuar.

Acompanhar esse percurso tantas vezes me deixou muito atenta ao que as diretrizes recomendam para as etapas anteriores à crise: avaliar com tempo, olhar para o funcionamento da pessoa e não só para os sintomas, medir a evolução e decidir o tratamento junto com ela. São recomendações conhecidas, e é por isso que procuro segui-las em cada consulta.

Há anos também trabalho com terapias contextuais e com programas estruturados de oito semanas baseados em mindfulness, nos quais tenho formação, conduzindo grupos para pessoas com depressão, ansiedade e transtornos alimentares, e trouxe para o Brasil formações internacionais de mindfulness. É dessa experiência com educação em saúde mental que vêm os guias educativos que acompanham a consulta.

Também conheço por experiência própria o que é atravessar períodos de sofrimento e de perda, e o quanto faz diferença, nesses momentos, entender o que está acontecendo com a própria mente.

As dúvidas que costumam aparecer antes da primeira consulta

Tudo o que está incluído na sua primeira consulta

  • Consulta online de 60 a 90 minutos
  • Avaliação estruturada, com história, investigação das explicações possíveis e exame do estado mental
  • Escalas de sintomas, de funcionamento e de bem-estar, com a sua linha de base
  • Hipóteses explicadas e decisão compartilhada sobre o tratamento
  • Plano de tratamento por escrito, em até 5 dias úteis
  • Avaliação idiográfica e marcos de acompanhamento
  • Guias educativos individualizados
  • WhatsApp para dúvidas sobre efeitos colaterais entre as consultas, com resposta em até 48 horas úteis

Primeira consulta: R$ 650

Pagamento por Pix ou cartão de crédito. Remarcação ou cancelamento sem custo até 4 horas antes do horário agendado.

A dúvida sobre o seu sofrimento ser grave o bastante para merecer cuidado e tratamento pode vir junto com você. Responder a ela é por onde a consulta começa.

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